Mateus 16
Rabanus Maurus
Mateus 16:13
[(conforme citado por Tomás de Aquino, 1274)] Ele pergunta as opiniões de seus discípulos e daqueles de fora, não porque era ignorante delas; seus discípulos pergunta, para que possa recompensá-los com a justa recompensa de sua confissão de uma fé correta, e as opiniões dos de fora pergunta, para que tendo os erros primeiro expostos, se pudesse provar que os discípulos receberam a verdade de sua confissão não da opinião comum, mas do tesouro escondido da revelação do Senhor. — Catena Aurea de Tomás de Aquino
Mateus 16:16
[(conforme citado por Tomás de Aquino, 1274)] E por uma distinção notável foi que o próprio Senhor apresenta a baixeza da humanidade que havia tomado sobre Si, enquanto seu discípulo nos mostra a excelência de sua eternidade divina. — Catena Aurea de Tomás de Aquino
Mateus 16:18
[(como citado por Aquino, 1274 d.C.)] As portas do inferno são os tormentos e promessas dos perseguidores. Também, as obras más dos descrentes, e conversa vã, são portas do inferno, porque mostram o caminho da destruição. — Catena Aurea de Aquino
Mateus 16:19
[(conforme citado por Tomás de Aquino, AD 1274)] Pois como com um zelo além dos outros ele havia confessado o Rei do céu, ele é merecidamente confiado mais do que os outros com as chaves do reino celeste, para que fique claro a todos que sem aquela confissão e fé ninguém deveria entrar no reino dos céus. Pelas chaves do reino Ele significa discernimento e poder; poder, pelo qual Ele liga e solta, discernimento, pelo qual Ele separa os dignos dos indignos. Mas este poder de ligar e soltar, embora pareça ter sido dado pelo Senhor apenas a Pedro, é de fato dado também aos outros Apóstolos, e está mesmo agora nos Bispos e Presbíteros em cada Igreja. (vid. Mat. 18:18.) Mas Pedro recebeu de maneira especial as chaves do reino dos céus, e uma supremacia do poder judiciário, para que todos os fiéis em todo o mundo entendam que todos aqueles que de qualquer forma se separem da unidade da fé, ou da comunhão com ele, tais não devam ser capazes de serem soltos dos laços do pecado, nem de entrar pela porta do reino dos céus. — Catena Aurea por Tomás de Aquino
Mateus 16:28
[(como citado por Aquino, 1274 d.C.)] (e Bed. em Luc. 9.) É dos santos que Ele fala como provando a morte, por quem a morte do corpo é provada como que sorbendo, enquanto a vida da alma é mantida em possessão. — Catena Aurea de Aquino